Quero Bolsa 2021

O programa Quero Bolsa 2021 é uma grande oportunidade para quem almeja bolsas de estudo em instituições de ensino particular! O Quero Bolsa oferece bolsas de até 75% de desconto.  Para entender como funciona, se é confiável e se vale mesmo a pena, confira um passo a passo completo para usar o Quero Bolsa 2021 com mais facilidade e rapidez!

Quero Bolsa 2021

Quero Bolsa 2021

Quero Bolsa 2021 → Bolsas de até 75%

Como ser beneficiado pelo Quero Bolsa de 2021? Como conseguir uma bolsa de 75% de desconto? Como me inscrever no programa?

Quero Bolsa é um site que concede bolsas de estudo e descontos em cursos de universidades e faculdades de todo Brasil. Com o programa Quero Bolsa 2021 você pode dar início a uma nova etapa de sua vida, pois este é um programa que oferece oportunidades de estudo que podem chegar a um desconto de 75% como veremos a seguir.

Quero Bolsa traz bolsas em cursos de todas as áreas do conhecimento, dentro de mais de 700 instituições de ensino superior no Brasil.

Algumas das grandes instituições que realizam essa parceria são:

  • Estácio;
  • Cruzeiro do Sul (Unicsul);
  • Unip;
  • UniPaulistana;
  • Universidade Belas Artes;
  • Anhanguera.

As bolsas de estudo concedidas por meio do Quero Bolsa 2021 atendem as seguintes modalidades de ensino:

  • Graduação;
  • Pós-graduação;
  • Técnicos;
  • Cursos livres;
  • Presenciais;
  • A distância.
Programa Quero Bolsa

Programa Quero Bolsa

Uma entre as vantagens do Quero Bolsa é que para obter o desconto nas mensalidades do seu curso não é necessário comprovar baixa renda ou ter realizado a prova do Enem como em outros sistemas de bolsa de estudo.


Como ser selecionado para o Quero Bolsa 2021?

Quer saber outra vantagem do Quero Bolsa 2021? Então veja as informações seguir!

Para conseguir o desconto um desconto de até 75% em suas mensalidades você não precisará comprovar baixa renda e nem mesmo realizar o Enem,  basta se inscrito no portal e aguardar, pois as vagas são preenchidas de acordo com a ordem de pré-matrícula.

O processo é  bastante simples, rápido e todo feito pela Internet! Os estudantes interessados podem escolher uma bolsa disponível em alguma instituição parceira Quero Bolsa que se enquadre em seus objetivos e orçamentos. Depois disso adquire a pré-matrícula e já pode usufruir do percentual de desconto até o final de seu curso!

Como ser selecionado para o programa

Como ser selecionado para o programa


Estados onde o Quero Bolsa oferece oportunidades

Apesar de ser um programa muito confiável e bem aceito pelos seus usuários, o programa Quero Bolsas ainda não possui funcionalidade em todos os estados do Brasil. Sendo assim, para que você saiba se tem ou não oportunidade de usufruir das bolsas de estudo Quero Bolsa, veja agora a listagem completa dos estados participantes:

  • São Paulo;
  • Rio de Janeiro;
  • Mina Gerais;
  • Distrito Federal;
  • Ceará;
  • Bahia;
  • Pernambuco;
  • Amazonas;
  • Paraná;
  • Goiás;
  • Maranhão;
  • Santa Catarina;
  • Espírito Santo;
  • Pará;
  • Rio Grande do Sul.

Bolsas EAD Quero Bolsas

Além das oportunidades de estudos convencionais, o programa Quero Bolsas 2021 também está presente no ensino EAD! O site reuni informações de todas as faculdades, universidades e escolas de ensino superior a Distância para que você possa fazer a melhor escolha.

E o melhor é que logo depois de achar a faculdade ideal, você pode se inscrever para descontos!

Algumas das Universidades EAD são:

  • Faculdade FAEL;
  • INADES;
  • IBF;
  • wPós;
  • UniAsselvi;
  • Unital EaD – EPTS.
Universidades EAD Quero Bolsa

Universidades EAD Quero Bolsa


Cursos Ofertados pelo Quero Bolsa

Agora que você já sabe quais os estados participantes do programa Quero Bolsa 2021, veja quais são os cursos disponíveis! Através do site você consegue bolsas de estudos parciais em mais de 1200 universidades parceiras. Sendo assim, com certeza você encontrará o seu curso desejado!

  • Administração;
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas;
  • Arquitetura e Urbanismo;
  • Artes;
  • Ciências Biológicas;
  • Ciências Contábeis;
  • Ciências Econômicas;
  • Cinema;
  • Comércio Exterior;
  • Design Gráfico;
  • Direito;
  • Educação Física;
  • Enfermagem;
  • Engenharia Ambiental;
  • Engenharia Civil;
  • Engenharia Elétrica;
  • Engenharia Mecânica;
  • Engenharia de Produção;
  • Engenharia de Segurança do Trabalho;
  • Estética;
  • Filosofia;
  • Fisioterapia;
  • Gastronomia;
  • Geografia;
  • Gestão Ambiental;
  • Gestão Comercial;
  • Gestão Financeira;
  • Gestão Hospitalar;
  • Gestão Pública;
  • Gestão da Qualidade;
  • Gestão da Tecnologia da Informação;
  • Gestão de Recursos Humanos;
  • Gestão de Turismo;
  • História;
  • Investigação Forense;
  • Jornalismo;
  • Letras – Inglês;
  • Letras – Língua Portuguesa;
  • Letras – Português;
  • Letras – Português e Inglês;
  • Logística;
  • MBA em Gestão de Projetos;
  • Marketing;
  • Matemática;
  • Negócios Imobiliários;
  • Pedagogia;
  • Pedagogia para licenciados;
  • Processos Gerenciais;
  • Psicologia;
  • Psicopedagogia Institucional;
  • Publicidade e Propaganda;
  • Recursos Humanos;
  • Relações Internacionais;
  • Secretariado;
  • Segurança do Trabalho;
  • Serviço Social;
  • Sistemas de Informação;
  • Teologia.

E muito mais! Todos os cursos estão disponíveis para consulta e para saber como encontrá-los, continue acompanhando o artigo!


O Quero Bolsa é confiável?

Sim! A instituição desde 2012 já ajudou milhares de estudantes a pagar menos na faculdade. O principal objetivo do Quero Bolsa deixar nossos usuários 100% satisfeitos.

O compromisso do programa é com você, aluno, por isto, caso você tenha qualquer problema, tenha desistido de iniciar o curso ou não esteja satisfeito com os serviços oferecidos pelo Quero Bolsa, a empresa se compromete a devolver integralmente o valor pago se você não utilizar nossa bolsa.

Ou se preferir, converse com um atendente disponível 24h no chat ao vivo!

Quero Bolsa é confiável?

Quero Bolsa é confiável?


Inscrições Quero Bolsa 2021

Se inscrever no Quero Bolsa 2021 é bem simples, veja agora o passo a passo:

  • Acesse o site;
  • Crie uma conta;
  • Selecione a opção Pré Matricula;
  • Preencha os dados solicitados.
Inscrições Quero Bolsa 2021

Inscrições Quero Bolsa 2021

Lembre-se de realizar a sua inscrição no Quero Bolsa antes de se matricular na instituição de ensino, pois muitas das vezes o candidato recebe ainda a isenção da taxa matrícula.

As inscrições para o Quero Bolsa estão disponíveis durante todo ano, porém as vagas são preenchidas de acordo com a liberação de novas vagas na instituição de ensino que você escolheu.

Agora que você já conhece melhor o programa de bolsas não perca tempo e realize a sua inscrição, pois quanto mais cedo se inscrever mais cedo sua bolsa de estudos de até 75% pode ser liberada.


Consegui a bolsa pelo Quero Bolsa? O que fazer agora?

Conseguiu realizar a sua pré matrícula Quero Bolsa? Veja o que fazer para não perder a oportunidade de estudar com até 75% de desconto!

É preciso pagar mais alguma coisa após a pré-matrícula?

Não! Após realizar a pré-matrícula, aguarde a baixa do pagamento e será liberado o seu Comprovante. Toda vez que for solicitado pela universidade, basta logar no nosso site e imprimir uma segunda via.

➜ Veja também quem tem direito ao programa Nossa Bolsa 2021!

Onde entregar o Comprovante para garantir a minha bolsa?

Para ter direito às bolsas, é necessário entregar o Comprovante de Pré-matrícula para sua instituição conforme o procedimento de cada instituição de ensino. Os dois mais comuns são:

  • Entrega no dia do vestibular, feita no local de realização do teste;
  • Entrega no dia da matrícula ou rematrícula, feita na secretaria da faculdade.

O percentual do desconto vai permanecer o mesmo?

Sim! Mesmo que haja um reajuste no valor da sua mensalidade, você sempre pagará o valor com o percentual de desconto adquirido na sua pré-matrícula!


Quero Bolsa x Educa Mais Brasil

Por serem concorrentes do segmento da implementação de bolsas de estudos no país, o programa Quero Bolsas e o Educa Mais Brasil tendem a ser bastante comparadas!

  • A grande diferença é que o Educa Mais Brasil exige o pagamento de uma mensalidade cheia para adesão e cobra taxas semestrais para renovar o desconto.
  • O Quero Bolsa cobra apenas uma taxa única para emissão do comprovante da bolsa, sem nenhum outro custo até o fim do curso.
  • Outro diferencial está na política de desistência, onde no Educa Mais Brasil o valor pago só será devolvido se a solicitação for feita em menos de 15 dias (artigo 5.5 do Contrato da Educa Mais Brasil) e ainda será aplicada uma multa de 20%.
  • Já no Quero Bolsa, pela política Bolsa Garantida, não existe multa.

Basta que o reembolso seja solicitado dentro do prazo de até 6 meses após a emissão do comprovante de pré-matrícula e que o aluno não tenha efetuado a matrícula na instituição de ensino.

No entanto, ambas as plataformas servem para auxiliar os estudantes a encontrarem o seu curso desejado e que caiba no seu orçamento!


Contatos Quero Bolsa

Está com algum problema ou ainda possui dúvidas? Entre em contato com o Quero Bolsa 2021! Para isso, basta conferir as informações abaixo:

  • 0800 123 2222 (Seg – Sex 8h-22h – Sábado 9h-13h);

Educa Mais Brasil 2021 EAD

Educa Mais Brasil 2021 EAD é uma oportunidade para aqueles que desejam realizar um curso porém por um motivo ou outro acabam tendo dificuldade de se deslocar diariamente até uma instituição. Com o Educa Mais Brasil 2021 EAD mais pessoas viram a realização de sonho sendo possível, por isso trouxemos mais detalhes sobre essas bolsas e as inscrições para você.

Educa Mais Brasil 2021 EAD oferece bolsas que podem variar de 10% até 70% do valor das mensalidades, basta escolher seu curso e instituição e então buscar por sua bolsa no programa.

Educa Mais Brasil 2021 EAD

Educa Mais Brasil 2021 EAD


Educa Mais Brasil EAD

Se você ainda não conhece o Educa Mais Brasil saiba que ele é um programa criado pelo Governo Federal em uma parceria com o Instituto Educar e várias instituições privadas de ensino com o objetivo de tornar o acesso ao ensino mais viável com bolsas de estudos que chegam a 70% de desconto.

Educa Mais EAD - Educação à distância pelo Educa Mais Brasil

Educa Mais EAD – Educação à distância pelo Educa Mais Brasil

As bolsas do Educa Mais Brasil EAD podem ser encontradas em cursos de diferentes modalidades, como por exemplo:

  • Cursos de Graduação;
  • Cursos de Pós-Graduação;
  • Cursos de Idiomas;
  • Cursos Preparatórios para Vestibular ou ENEM;
  • Cursos Preparatórios para Concursos.

Os cursos de graduação são os mais buscados na modalidade EAD, e entre as opções disponíveis você pode encontrar cursos como:

  • Administração;
  • Geografia;
  • Letras;
  • Marketing;
  • Pedagogia;
  • Ciências Contábeis;
  • Engenharia de Produção;
  • Filosofia;
  • Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Vantagens do Educa Mais Brasil à Distância

As bolsas do programa Educa Mais Brasil 2021 EAD trazem a oportunidade de estudo para várias pessoas, e entre as vantagens dessa modalidade de ensino podemos citar:

  • Você pode estudar em uma instituição fora da sua cidade sem sair de casa
  • Os custos das mensalidades são menores
  • Os horários são mais flexíveis
  • Cursos com conclusão em menos tempo

Vantagens do Ensino EAD à distância


Inscrições para o Educa Mais Brasil 2021 EAD

Fazer a sua inscrição para bolsa do Educa Mais Brasil EAD é bem simples, o primeiro passo é realizar uma busca no site do Educa mais Brasil seguindo os passos a seguir, veja:

  • Acesse o site clicando neste link;
  • Selecione a modalidade que deseja;
  • Insira a cidade onde deseja estudar;
  • Marque a opção EAD;
  • Insira o curso almejado.
Inscrições para o Educa Mais Brasil 2021

Inscrições para o Educa Mais Brasil 2021

Com esses filtros será possível ver as bolsas disponíveis, dessa forma basta escolher a que deseja e clicar em Quero esta Bolsa.

Agora preencha o formulário de inscrição Educa Mais Brasil para a bolsa se atentando as informações inseridas e então aguarde o contato do programa que pode ser feito por e-mail ou telefone, informando se a bolsa escolhida está disponível.

Caso sua bolsa para o Educa Mais Brasil 2021 EAD seja aprovada você deverá realizar o pagamento da 1ª mensalidade e então aguardar a liberação do seu acesso que é feito pela instituição.


Instituições Parceiras do Educa Mais Brasil

Anualmente, o Educa Mais Brasil tem novas instituições parceiras. Abaixo você pode conferir uma lista com algumas delas:

  • Anhembi Morumbi;
  • Faculdade Educa Mais;
  • Faculdade Flamingo;
  • FAEL;
  • Sumaré;
  • UNICID;
  • UNIP;
  • UNISA;
  • Universidade Cruzeiro do Sul;
  • Universidade Ibirapuera.
Instituições Parceiras Educa mais brasil

Instituições Parceiras Educa mais brasil

Agora que você já conhece mais do Educa Mais Brasil 2021 a distância é só buscar por sua bolsa e garantir essa oportunidade, lembrando que mais informações serão atualizadas assim que divulgadas pelo Educa Mais Brasil 2021 EAD.

Educação e Cidadania são áreas afetadas em cortes do Governo

Grupo é um conjunto de pessoas reunidas com diversos objetivos. Existem mil e um tipos de grupos: de mulheres, de sindicalistas, de meninos e meninas de rua, de desempregados e outros. Entre eles vamos dar destaque ao grupo de jovens.

Mas, o que é um grupo de jovens? É um conjunto de jovens, em sua maioria de 15 a 24 anos, que se reúnem geralmente nas igrejas, com o objetivo inicial de simplesmente se conhecerem e, em seguida, de partilhar sonhos, dúvidas e experiências, bem como enfrentar juntos os desafios que essa faixa etária traz consigo.

Por que é importante participar de um grupo de jovens? No grupo, o jovem não está só. Diariamente ele busca respostas e saídas para as crises que enfrenta na família, na escola, no namoro etc., e não as encontra.

Lá, ele conhece pessoas que vivem as mesmas experiências que são comuns na vida do ser humano e encontra forças para seguir em frente. Além disso, o grupo é um espaço de amadurecimento da fé, conhecimento e valorização de si e do outro, descoberta da realidade e de atuação na comunidade.

Os jovens são atraídos pelos grupos por vários motivos: curiosidade, fuga da solidão, busca de compreensão, namoro, liberdade, vontade de conhecer pessoas novas etc. Encontram um ambiente que é um universo diferente do que viviam e pensavam anteriormente. O grupo de jovens é o novo em suas vidas. Nele o jovem exerce a cidadania quando elege a coordenação ou ele próprio é eleito, quando assume responsabilidades como: secretaria, animação, campanhas antidroga e de solidariedade e desenvolve sua criatividade e potencialidade.

Etapas do grupo

O grupo passa por etapas que são comparadas com o desenvolvimento do ser humano.

  • Gestação: compreende as fases de convocação/convite e nucleação.
  • Adolescência: momento de descoberta da comunidade, o grupo tem muita energia e garra.
  • Idade adulta: o grupo está mais amadurecido, sabe ponderar-se e destacar-se nas atividades com uma participação de melhor qualidade.
  • Velhice/maturidade: é época de deixar o grupo e de se multiplicar em vários outros segmentos, movimentos e setores da Igreja e sociedade.

Para formar um grupo de jovens, a primeira coisa de tudo é ter vontade e pessoas dispostas a participar. E como todo grupo tem lideranças, o mesmo precisa ter uma coordenação. A parte de animação pode ser de responsabilidade de todos. Geralmente eles se reúnem uma vez por semana. Espaço físico? Pode ser uma sala da igreja, da escola, debaixo de uma árvore, desde que seja um ambiente onde todos se sintam bem. Nas reuniões são tratados diversos temas, desde família, religião, atualidade, política. É um verdadeiro lugar de conhecimento e preparação para enfrentar o mundo.

Rumos para a vida

No decorrer da caminhada do grupo, o jovem vive um processo contínuo de descoberta onde encontra pistas que despertam a sua vocação. É na maturidade do grupo que as portas da realidade se abrem totalmente para que escolham os rumos da militância e da vida, que não basta ser simplesmente vivida, precisa ser sonhada e planejada passo a passo para enfrentar os novos desafios do mundo adulto.

Surge, então, a necessidade de se pensar em um projeto de vida, que leve em conta o Projeto de Deus, a realidade presente e as aspirações para um futuro melhor. Nesse momento específico o jovem está preparado para multiplicar as experiências vividas, podendo também assessorar outros jovens na formação de novos grupos.

Pedagogia: processo de ensino-aprendizagem

Ao fazermos uma leitura mais apurada (racional) da poesia “O menino azul”, leitura esta que se deu como numa montagem de um quebra-cabeças, cujas peças estavam disponíveis, ora dentro do texto, ora fora dele – encontramos a figuratização de dois personagens presentes no processo ensino-aprendizagem e que são poeticamente cantados por Cecília: o menino e o burrinho. É centrado nestas duas figuras que iremos entender, não o que a autora quis dizer, mas o que ela disse, ou seja, entender o conteúdo ideológico presente em seu discurso que, na verdade, não é propriamente seu, mas do sistema social em que estava inserida.

O menino e o burrinho

O menino (que não sabe ler) do texto representa, em especial, todos os meninos que estão iniciando sua jornada de escolarização. Todavia, este menino idealizado e seus verdadeiros anseios contrariam as formas de escolarização praticadas em nosso país, embora haja vários programas governamentais e da iniciativa privada que visam reverter a triste realidade que há muito tempo contemplamos na formação educacional do povo brasileiro.

O burrinho, expressão de afetividade (afeto é um importante fundamento no exercício da verdadeira pedagogia) aponta para o amigo ideal que cada criança deseja encontrar no período da alfabetização – e o grande amigo que ela encontrará, nessa fase, será seu professor. É sim! Parece estranho, mas é a pura verdade. É um professor-burrinho que o aluno deseja ter nos primeiros anos de escola. Mais na frente, quando estiver “maduro”, ele certamente desejará “um cavalo puro-sangue”; “um quarto-de-milha”; um desses professores que têm nome e sobrenome, que fulguram na sociedade, e que sempre estão nos grandes e reconhecidos colégios e cursos de pré-vestibular. Entretanto, até chegar lá, é o burrinho que suprirá suas verdadeiras necessidades pedagógico-culturais.

Evidentemente que, no seu texto, Cecília brinca com o leitor usando um extraordinário jogo de imagens que possuem duas finalidades significativas: uma, divertir (as crianças, estimulando-as para a leitura), outra, alertar (os adultos); considerando que as crianças de hoje serão os adultos de amanhã, o que parece óbvio, mas não é, visto que muitos ensinamentos passados em nossas escolas se perderão no tempo, mais pelas estratégias utilizadas pelo professor do que pela qualidade desses conteúdos. Aquilo que deve ser ensinado nas escolas deverá ser para crianças que irão crescer, tornar-se adultos e enfrentar “um mundo largo e comprido”, cheio de armadilhas e de problemas. Sintetizando, “a educação tem que ser para a vida”.

É interessante ressaltar também que, ao escolher a figura de um burrinho, Cecília, como professora que foi, tenta romper com aquele ensino tradicional que foi se tornando, com o passar do tempo, obsoleto, devido às grandes transformações que ocorreram em nossa sociedade. Comparar o professor com um burrinho significa romper – e este rompimento é uma (re)ação que requer muita coragem e ousadia – com o posicionamento arcaico e extremista tomado pela tradição que não mais satisfazia aos anseios de uma sociedade em plena transformação. Significa destruir por completo os fundamentos de um sistema de ensino ultrapassado.

A partir deste entendimento, certa vez, em sala de aula, ousamos em nos transformar do quarto-de-milha que éramos (ou que pensávamos ser) num burrinho. Mudamos radicalmente nossas estratégias de ensino. Em nossas aulas de Língua Portuguesa reservamos um espaço para declamação de poesias, como também, um momento para a apreciação e cântico de música popular. Neste trabalho, que jogou para um canto da sala o uso das inúmeras e dolorosas regras gramaticais que nós (quarto-de-milha) sempre teimávamos em transmitir para os alunos, descobrimos como é bom ser um burrinho.

Desenvolvimento da educação ao longo dos anos

O que é educar? Cícero (106-43 a.C.) conceitua “educatio” como a criação dos filhos, a instrução, a doutrina. Fala também em “educere” que seria fazer sair, tem um sentido de dar à luz, como no parto. A educação é adquirida e transmitida a partir do nascimento, com as experiências e relações cotidianas. A família e a sociedade contribuem – significativamente – com o desenvolvimento das faculdades físicas, morais e intelectuais das pessoas.

O educador pode ser, momentaneamente, comparado a um talentoso maestro. Cada membro da orquestra tem a responsabilidade de tocar sincronicamente seu instrumento. Todos são responsáveis pelo sucesso ou fracasso do grupo na hora da apresentação. O maestro conduz e contribui com sua experiência na área. Não deve ser o único, com dicas que ajudarão o cotidiano dos ensaios e apresentações.

Autoridade X autoritarismo

Na sala de aula, cada aluno, com a ajuda do professor, demais colegas e/ou com a utilização de vários materiais ou das novas tecnologias, constrói o seu próprio conhecimento. É de todos o compromisso da aprendizagem. A responsabilidade não é só do maestro, nesse caso, do professor-educador. Mas este tem uma participação fundamental nas experiências que geram “aprendências” na sala de aula. Sua postura frente aos alunos, certamente, contribuirá para o sucesso e consequente aprendizagem, como também, dependendo da situação, com o seu reverso.

É preciso recuperar o significado do que é ter autoridade nas relações pedagógicas. A autoridade é sempre justa e está embasada em princípios éticos e/ou em leis e normas educacionais. Na atualidade, é inconcebível a prática do autoritarismo. Quando um educador ou alguém, pensando usar de autoridade, se excede constantemente, acaba contribuindo para que esta autoridade fique doente e se transforme em autoritarismo, que é uma prática inconsequente e inconcebível. Errar e tomar atitudes drásticas podem ser meios compreensíveis e normais; anormal é se valer de autoritarismos no cotidiano escolar.

Relações pedagógicas justas, sérias, revestidas de humildade favorecem para que surja um clima de liberdade e responsabilidade. Dessas atitudes devem “re-surgir” as ações que irão fazer parte da construção da espinha dorsal que formará o espaço educacional. Existe uma qualidade a ser “re-conquistada” na prática educacional e que passa necessariamente pelo eixo pedagógico: o conhecimento. Nesse sentido, o planejamento das atividades a serem ministradas durante o ano, as reuniões pedagógicas, os conselhos de classe etc., são, necessariamente, pautados e construídos em conjunto.

Gerando vida

Sendo a Educação, na visão de Cícero, um dar à luz, um fazer surgir, a escola assume o papel de proporcionar experiências que ajudem o aluno no trabalho de parto. O conhecimento não provém, não surge do educador. Ele nasce do próprio aluno. O educador é aquele que ajuda o aluno a trazer para fora aquilo que está nascendo no próprio educando. Para muitos alunos esse esforço é tranquilo. Para outros, é cercado de muitas dificuldades.

Isto demonstra a complexidade e a diversidade dos elementos de aprendizagens. Mas na vida social não é diferente. A escola é um “interagir” com o mundo e a comunidade. Portanto a escola e a educação formam um binômio que complementam a vida social e familiar. Ajudam a preparar o aluno para uma vivência mais humana, para um mundo que não precisa ser melhor, mas que necessita ser habitado por pessoas que gerem ações de respeito e valorização da vida e do planeta.

A importância da Educação no Brasil

O que realmente move as pessoas a não se conformarem com a “normalidade” das coisas? Como organizar vários movimentos organizados? Definitivamente, muitas questões nos inquietam quando se trata de construir um lugar melhor para se viver. Mas somos nós os(as) responsáveis pela mudança que queremos ver no mundo.

Em tempos de debates e conspirações para a Rio + 20, tomamos como exemplo a Cúpula dos Povos, que se constitui como instrumento alternativo para os mais diversos movimentos ambientalistas e sociais, numa perspectiva de transformar a atual ordem socioeconômica e garantir decisões mais dignas para todo o planeta. E como se faz isso? Com participação política! São essas duas palavras que definem e, muitas vezes, determinam as decisões governamentais em qualquer lugar do mundo.

Na contemporaneidade, é explícito em todos os cantos do mundo a explosão de diversos movimentos sociais com suas bandeiras específicas e que, muitas vezes, dialogam numa única vertente, que é a de promover um outro mundo possível. E não há como falar em movimento sem falar em juventudes. Já proclamava Dom Hélder Câmara que “o segredo para se permanecer jovem é ter uma causa à qual dedicar a vida”. De fato, são as juventudes que têm construído atualmente as novas formas de mobilizar a sociedade, gritar palavras de ordem e declarar com consciência que é preciso cantar a esperança!

 

É cada vez maior o envolvimento de jovens nas lutas sociais, seja por questões de gênero ou de etnias, seja no movimento estudantil ou partidário, seja por questões de orientação sexual ou motivações religiosas. O que percebemos em todos os espaços de discussão política é que os(as) jovens não estão conformados com a situação do país e, de alguma forma, tentam construir alternativas para a superação dos desafios.

Com as redes sociais na internet, jovens estão conectados(as) e se manifestam contra as injustiças, contra a corrupção, contra as violências, contra os desmandos dos governos municipais nas cidades do interior, em favor das greves de trabalhadores(as) e dos direitos da juventude. Estão construindo a consciência de que a mudança se dá aos poucos, de dentro para fora. Primeiro muda-se a mentalidade, depois ela reflete nossas atitudes.

É notório que essa é a era do conhecimento, das informações. Estar por dentro do que acontece exige de nós saberes necessários para uma boa intervenção e, até mesmo, para a construção de alternativas mais justas e conscientes frente às demandas sociais. Vale ressaltar a importância dos espaços de formação política e popular e dos veículos de comunicação que trazem informações comprometidas com as causas sociais, que auxiliem na busca pela verdade e pela formação crítica dos(as) jovens.

Nessa perspectiva, referendamos o jornal Mundo Jovem, que muito contribui para a formação, inclusive sobre essa temática, garantindo informações e senso crítico sobre os diversos aspectos da política e da participação juvenil. Um exemplo é a manifestação de Tábata Silveira, na edição 419 (agosto de 2011), ao falar sobre as lutas que o Movimento Estudantil trava diariamente nas escolas e universidades para efetivar uma ação educacional mais coerente com as culturas que devem dialogar nesses espaços. Participar politicamente é assumir com convicção a desafiante tarefa de projetar o mundo, de organizar coletivamente os sonhos de toda uma sociedade na busca do bem comum e da justiça social. Não dá mais para fingir não ver a massa excluída e marginalizada de nossa sociedade, ou mesmo fingir não ver nossos(as) jovens serem mortos(as) pelas mãos do racismo, do machismo, do abuso de poder, da miséria e da opressão.

Cabe a esta nova geração de militantes, jovens mulheres e homens, articular as lutas para que a organização popular aconteça com sucesso, resgatando a ética das relações, a solidariedade entre os povos, a seriedade e a esperança na transformação, valores fundamentais para qualquer ação política na busca da tão sonhada liberdade.

Dia Nacional da Juventude – Importância do jovem na sociedade

O Dia Nacional da Juventude completou seus 25 anos. Motivo de uma grande festa, de celebrar a nossa história, celebrar a memória, celebrar tantas e tantas pessoas que passaram pelas pastorais, que construíram esta proposta do Dia Nacional da Juventude.

Por coincidência, o DNJ foi criado em 1985, ano em que a ONU estabeleceu como Ano Internacional da Juventude. E em 2010, quando o DNJ completou 25 anos, a ONU estabeleceu mais uma vez como o Ano Internacional da Juventude. Para nós é uma alegria em dose dupla poder, junto com o mundo todo, pensar e propor alternativas para que a juventude tenha mais vida, possa ter sonhos, ter oportunidade de viver bem e de viver feliz.

Alegra-nos o testemunho e a persistência das pastorais da juventude ao serem voz das multidões silenciadas; ao pautarem temáticas na defesa da vida e dos direitos juvenis, confrontando com o modo pelo qual a juventude é considerada pelo estado brasileiro, pela sociedade, pelas famílias, pela Igreja. O DNJ é parte de um todo maior, que busca a dignidade jovem; ele celebra as lutas anuais dos(as) jovens organizados(as); é a mobilização maior, concentrando multidões de jovens que buscam novas relações de vida, pautadas na justiça social, no poder popular, na diversidade, no protagonismo juvenil, na educação libertadora, na construção da paz. Também queremos olhar para a utopia, para a civilização do amor, porque são esses elementos que nos animam a lutar para construir.

Continuamos hoje a utopia de uma juventude de outras épocas, que deixou um legado para nós, e que é um grande tesouro: a história que foi construída, todas as lutas, todas as reflexões que foram feitas. Também precisamos deixar esse legado para as próximas gerações. A juventude tem que estar sempre preocupada com o presente, mas em especial com o futuro, porque as gerações futuras vão recordar aquilo que construímos, que deixamos para a história brasileira.

As pastorais da juventude têm uma abrangência nacional. E num país como o nosso, continental e diverso, é muito interessante perceber as diferenças e poder dialogar com jovens ribeirinhos, quilombolas, indígenas, negros. Todos são jovens, mas têm uma realidade específica, alguns problemas diferentes uns dos outros. O jovem que vive na Amazônia, por exemplo, tem uma relação diferenciada com a questão do meio ambiente, ele tem uma consciência em relação a isso que chama a atenção para todo o país. Tem uma preocupação maior com a natureza porque está mais perto dela. Mas ele convoca todos os jovens do Brasil a pensar sobre essa questão. Então, é interessante, enriquecedor e cada vez mais gratificante para quem pode dialogar e construir alternativas juntamente com jovens tão diferentes.

Ações para viver bem

Quando falamos em ações concretas, pensamos muitas vezes em coisas magníficas, grandes, que possam mudar a realidade. Eu acredito, e já temos vivenciado isso nas pastorais, em ações bastante simples, em ações pequenas que, às vezes, implicam mudanças muito concretas na nossa vida e nas nossas organizações.

Em relação ao meio ambiente, por exemplo, a gente procura fazer momentos de mística e de interação com a natureza, para sentir e perceber a importância de cada árvore, de cada elemento, para que possamos compreender o valor de cada um deles. Essa é também uma ação importante: procurar não realizar sempre os encontros em lugares fechados, mas também em áreas livres, em lugares verdes que possibilitem perceber a importância e a beleza das águas, das flores para a nossa vida, para que a gente possa viver bem.

Acreditamos que cada vez mais não podemos promover ações isoladamente. Temos que estar sempre em parceria com outras organizações, em mutirão, dar-nos as mãos, perceber as outras organizações, buscar na escola, nas organizações sociais, no movimento negro, nos movimentos de defesa do meio ambiente, nas redes de juventude, enfim, tem muita gente aceitando fazer parte dessa luta, encarando essa bandeira como bandeira prioritária. Precisamos nos unir nas campanhas, nas reflexões e nas ações.

A vida a dois pede diálogo e criatividade

A juventude é uma fase de descoberta, experimentação e escolha. As paixões são intensas, mas o desencontro é muito comum. Afinal, o encontro verdadeiro de duas pessoas que se enxergam como realmente são e conseguem entender o sentimento uma da outra exige um grau de amadurecimento que o jovem às vezes não tem.

Para conhecer o outro, realmente é importante que nos conheçamos primeiro. Ou seja, quanto mais estivermos em contato com os nossos sentimentos, motivações, limitações, mais teremos condições de compreender o outro e, consequentemente, de fazer escolhas melhores. Sendo assim, o melhor que os pais podem fazer pelos filhos é oferecer modelos saudáveis de relacionamento e orientá-los no processo de obter autonomia.

O bebê não tem consciência da própria identidade; só aos poucos a criança vai se libertando da relação simbiótica com a mãe e começa a estabelecer vínculos, até tornar-se apta a conviver em grupo. A saúde mental de uma pessoa depende dessa capacidade de diferenciação, que é o que vai fazer com que ela consiga perceber corretamente os seus sentimentos e os sentimentos dos outros. Esse processo é o que permite relacionamentos saudáveis e satisfatórios.

Encantamentos e decepções

A característica do vínculo amoroso é a atração erotizada que provoca a sensação de encantamento e paixão. Esses sentimentos são responsáveis pela sensação de que o outro é a alma gêmea e também por alguns mitos, como a crença de que a pessoa amada é capaz de preencher todas as lacunas psíquicas e afetivas do parceiro, de que esse encantamento é eterno, de que o amor é incondicional e supera todas as dificuldades.

Obviamente, o estado de paixão tende a ser transitório e com a convivência instala-se uma visão mais realista do ser amado, que vem acompanhada de alguma decepção e frustração. A pessoa vista como perfeita se mostra como realmente é, com seus defeitos e qualidades. Muitas vezes o príncipe transforma-se em sapo…

A música destacada ao lado reflete um desencontro muito comum: o significado do relacionamento não é o mesmo para os dois. Um se sente mais carente e dependente do relacionamento do que o outro, e a insatisfação gera dúvidas e fantasias. Nessa fase, é comum até que os relacionamentos se desfaçam. Novamente, quanto mais saudáveis emocionalmente forem os envolvidos, mais terão condições de lidar com as decepções normais e estabelecer uma comunicação sincera sobre os seus sentimentos.

Diálogo e cumplicidade

Namoro é uma fase importante do relacionamento pois nos permite avaliar se temos realmente afinidade com o outro, valores compatíveis, e até se existe uma complementação harmoniosa nas diferenças. A vida a dois pode ser o cenário para uma grande aventura, que é descobrir o outro e a si mesmo, crescer juntos, construir um projeto de vida em comum. Para isso, é preciso deixar de lado o imediatismo tão comum nos nossos dias, e que leva as pessoas a pensarem em separação ao primeiro sinal de desavença.

Uma relação tem que ser construída. Quando se supera a fase do desencantamento e se cria cumplicidade, intimidade e confiança, está se estabelecendo a base de sustentação para uma relação de amor em condições mais realistas. É muito importante, portanto, que os jovens estejam preparados para enfrentar essas fases do relacionamento amoroso, para que tenham condições de lidar com os inevitáveis desapontamentos, e saber que a convivência harmoniosa é possível, porém exige diálogo, capacidade de um colocar-se no lugar do outro e muita criatividade para lidar com os obstáculos e com dificuldades inevitáveis, como a rotina, que muitas vezes leva a afastamentos e insatisfações.

Escolas se organizam para própria formação de forma independente

Não quero ser maledicente, mas, a ideia de Natal que a mídia tenta semear não me parece sensata. O bom Velhinho que chega em um carro pomposo, com honrarias luxuosas e se apresenta como um triunfador, nada tem a ver com a simples e humilde manjedoura de um Deus que se faz carne para ser o Emanuel, sempre conosco, e não apenas figura que aparece em fim de ano.

Está certo que tudo é muito bonito aos olhos de quem aprecia, mas longe do verdadeiro sentido do Natal, não passa de consumismo para uma grande maioria.

Um menino que veio para que “todos tenham vida e a tenham plenamente” (João 10,10), talvez não encontre espaço entre tanto luxo para nascer no coração dos homens.

O Deus que se revela em Jesus, convoca-nos para sermos novas criaturas de coração semelhante ao d’Ele! Deus enviou seu filho como prova de amor pela humanidade e mesmo assim, muitos de nós permanecemos insensíveis a este apelo amoroso.

O resultado deste “Natal,” onde o maravilhamento por Deus ter vindo à nossa procura não rompe em nós, percebe-se ao longo dos outros trezentos e sessenta e cinco (365) dias do ano “novo”. Nós, cristãos, deveríamos ser testemunhas deste amor do Pai, sinais da sua presença amorosa no mundo, manifestando na sociedade os sinais de que “Ele está no meio de nós”!

A presença deste Deus se dá nos presentes que são invisíveis aos olhos, mas essenciais na construção de uma nova sociedade: Os presentes de Deus são amor incondicional, justiça, perdão e a paz que aliás o mundo não pode nos dar. Infelizmente muitos ainda não percebem estes presentes, sufocados pela valorização do Papai Noel, muitas vezes consumindo em excesso a comida que vai pesar na balança, sem contar o esforço na academia ou os remédios na farmácia, a bebida que desonra famílias inteiras, os brinquedos que as crianças muitas vezes, além de quebrar, não lhes são atraentes, porque hoje é a tecnologia que impera nas suas fantasias.

Jesus não se apresenta como um triunfador e sim, como um manso, um pobre, humilde e por isso escandaliza àqueles que esperavam um rei vestido com finas vestes “…os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis” (MT 11, 2-11).

Esconderam o menino, porque este menino revela a face oculta da humanidade. Ele revela as famílias dos traficantes e dos usuários que sofrem do mesmo mal, as filas nos hospitais, as crianças abandonadas nos orfanatos, a violência desmedida que germina dentro dos lares, a mortificação maciça dos jovens e adolescentes pela inversão total de valores.

Lamento minhas colocações, mas creio que se conseguíssemos demover os velhos hábitos e assumíssemos o nosso lugar no mundo, deixando de lado a ilusão que não gera vida plena, a existência teria um outro sentido.

Depois do “Natal” continuaremos nossos afazeres mortais, nos enchendo de propósitos que não passam de “propósitos de final de ano?” e ainda vamos passar o resto dos dias nos lamentando por causa dos horrores que acontecem e que a mídia prioriza jogar dentro da nossa casa, vendo a vida passar de canal em canal, esperando o próximo “Natal?”…O “pano preto” da insensatez favorece a ignorância de uma sociedade que condena o traficante, exige a pena de morte, a punição severa, mas “sobe o morro” para comprar da melhor cocaína, maconha e a cada cheirada, a cada vida que se perde por causa da droga, ninguém ousa “gritar por cima dos telhados” que a união faz a força e lutar para que família, Igreja, Estado e escola juntos, construam barreiras intransponíveis à droga!

Até quando vamos suportar esta inversão total de valores não posso afirmar. Só sei que quero continuar tentando fazer a diferença, sabendo que nós, seres humanos, somos muito maiores do que nosso comportamento e que temos um único centro dentro de nós.

Um centro amoroso, compassivo, nosso self, onde mora Deus. É lá que se encontra o menino, dorme silencioso na nossa alma, esperando que lhe abramos as portas do nosso coração, o Deus menino, Deus da alegre misericórdia.

Questões a serem abordadas em relação a cultura brasileira

O filme O Sorriso de Mona Lisa aborda este traço de nossa cultura ao questionar, na figura de uma professora de artes plásticas, apaixonada pelo seu trabalho, a constituição de uma família como único meio de construção identitária das mulheres. O drama da professora, ao perceber que o casamento tinha como requisito o abandono de sua condição de profissional, coloca em relevo não somente a submissão das mulheres da época, ao aceitarem e legitimarem esta imposição, mas a valoração positiva e o caráter de dignidade que o trabalho assume na modernidade.

Apesar desta configuração social apresentada no filme datado dos anos de 1950, percebemos que, mesmo tendo ocorrido muitas mudanças na divisão sexual do trabalho, estas inquietações ainda se fazem presentes no cotidiano de muitas mulheres na atualidade, especialmente naquelas que escolheram a educação como profissão. Qual o espaço do trabalho na constituição identitária das professoras da atualidade? E quais sentidos e significados ele assume neste contexto?

Mulher e professora

Nas discussões em sala de aula com as alunas de cursos de licenciatura, problematizamos a divisão sexual do trabalho e a separação fordista ainda encontrada nesta divisão: aos homens cabe o trabalho gratificante e remunerado da rua e às mulheres o trabalho maçante, repetitivo (e não remunerado) da casa – o qual nossa sociedade nem reconhece como trabalho. No entanto o que chama a atenção em nossas discussões não são as queixas recorrentes acerca da permanência desta tradicional divisão do trabalho, mas os motivos apontados pelas alunas para buscarem fazer uma faculdade e serem professoras.

Em algumas turmas com as quais tive esta experiência de debate, me surpreendeu o fato de que para muitas futuras professoras a principal motivação para trabalharem fora era a de terem uma independência financeira. Escolheram, sim, a educação, mas o que as levou a buscar novas oportunidades de trabalho foi “não ter que pedir dinheiro para seus maridos”. Percebi também que o trabalho feminino muitas vezes é visto como uma necessidade. A mulher só adquire esta condição porque, frente ao desemprego estrutural e à flexibilidade do mundo do trabalho, o homem precisa da sua ajuda no sustento da casa.

Trabalho e identidade

Estes relatos nos trazem algumas reflexões sobre a condição feminina e o mundo do trabalho na atualidade. Inicialmente nos questionamos sobre a centralidade do trabalho na constituição de identidade dos sujeitos. Em uma sociedade de consumo, na qual somos o que adquirimos (e descartamos), o trabalho, enquanto condição que confere dignidade ao ser humano, parece perder espaço. Se na modernidade o trabalho dignificava a pessoa, hoje seria o consumo que assume este papel?

Neste contexto, o trabalho volta a ser concebido como um fardo necessário para inclusão em uma sociedade de consumo? Esta negação do trabalho como algo prazeroso, que confere identidade ao sujeito, parece estar mais presente no universo feminino. Será que a constituição da identidade feminina se centra ainda com tanta força na condição de esposa e mãe que a mulher acaba concebendo o trabalho como uma simples necessidade? Quantas vezes nos pegamos dizendo aos nossos filhos ao sairmos de casa: “A mamãe precisa trabalhar. Mas já volta pra ficar contigo”? Neste tipo de discurso a representação do trabalho como algo negativo já está sendo, então, perpetuada para as futuras gerações. Não deveríamos dizer: “Vou trabalhar porque gosto, porque me sinto produtora, porque isso também me faz feliz”?