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Patriotismo com participação ativa dos cidadãos

O que é pátria? Quem é patriota? Será que este debate está fora de moda? Mas uma coisa é certa: só existe patriotismo com participação ativa das cidadãs e cidadãos. Mesmo em tempos de globalização, esta participação começa em casa, na escola, na comunidade, no município…

É por isto que as eleições municipais têm uma importância muito grande. Por serem mais próximas da gente, servem como um laboratório de cidadania, onde começamos a aprender algumas lições.

Parábola do espelho quebrado

Seu Zé não tinha costume de se olhar no pequeno espelho da varanda. Aliás, era tão pequeno que mal entravam os dois olhos. Um dia passou por um lugar, diante de um grande espelho. Mas este estava quebrado. De tal maneira que ele se via todo deformado. Quanto mais se virava, mais esquisito ficava. As mãos tortas, o nariz empinado, as pernas encurvadas, as orelhas compridas… Como nunca tinha se visto antes de corpo inteiro, ficou “encucado”. E pensou: “é por isso que o pessoal me olha e ri de mim quando passo!” Nunca pensei que eu era tão desajeitado! Será que não tenho arrumação?”

Todo complexado, passou no posto de saúde e pediu uma consulta. Colocando o problema ao médico, este pensou estar ouvindo alguém meio “lelé da cuca”. Não adiantava o médico dizer-lhe que ele estava normal. Supondo que estivesse meio bêbado, sugeriu que ele se olhasse de manhã cedo.

Passou a noite sem “pregar” os olhos. Ainda meio escuro, voltou ele diante do espelho que, pra desgraça sua, ainda estava mais quebrado. E saiu ainda mais desesperado.

Primeira lição: O espelho quebrado é como a política que conhecemos. A experiência negativa de uma política errada nos leva a ver tudo deformado. Sem trocar o espelho (a política) a imagem não vai mudar. Mas, por outro lado, precisamos nos dar conta de que o espelho está com problemas. Então precisamos mudar nossa ideia e ver a política no sentido amplo da organização na sociedade. A política pode mudar com a nossa participação. Sem a participação, fica tudo na mesma.

Segunda lição: O espelho pode ser ainda comparado a um município, com seu jeito tradicional de funcionar; com seus vícios e seus desvios. Nós estamos frente ao espelho nos enxergando como pedaços de gente e não como sujeitos, cidadãos. É preciso mudar o espelho (município) para que ele funcione de um jeito novo e assim preste bons serviços. Mas é preciso também que mudemos nossa mentalidade.

Em outras palavras, onde está o problema? No espelho ou no seu Zé? Está nos dois: no jeito que a administração está organizada e na cabeça das pessoas não acostumadas a participar. A organização do município pode e deve ser mudada por nós através da participação ativa e permanente. Apesar de importante, não basta votar para construir um município diferente.

Terceira lição: O espelho quebrado pode simbolizar ainda a figura dos maus políticos, os “picaretas” que estragam o verdadeiro sentido da política. Mas eles só estão lá porque alguém votou neles. Também somos responsáveis pelo que acontece de errado, quando votamos nos politiqueiros. Na próxima eleição vamos votar novamente em “picaretas” ou vamos eleger gente boa do povo que pode nos representar e trabalhar conosco?

O voto é nosso. Somos todos responsáveis pelos destinos do nosso município!

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